segunda-feira, 14 de junho de 2021

Raul de Souza, o gigante brasileiro do trombone que tinha passe livre no mundo sem fronteiras do jazz

 

Foto: Felipe Godói / Divulgação

Raul de Souza foi um dos maiores trombonistas do mundo. Por mais que tal afirmação possa parecer mera retórica superlativa, típica de obituários, a sentença faz jus ao talento imensurável desse músico nascido com o nome de João José Pereira de Souza, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 23 de agosto de 1934.

João José virou Raul por sugestão de Ary Barroso (1903 – 1964). E foi como Raul que ele entrou e saiu de cena. Sim, aos 86 anos, o trombonista, saxofonista e compositor carioca Raul de Souza morreu na noite de domingo, 13 de junho de 2021, vítima de complicações decorrentes de câncer na garganta que fez o músico anunciar a aposentadoria em novembro de 2020.

Comunicada pela família do artista nas redes sociais, a morte de Raul de Souza aconteceu na França, país onde o trombonista residia desde o fim dos anos 1990.

Raul de Souza foi músico brasileiro com passe livre no território sem fronteiras do jazz. Um músico do mundo, respeitado no universo do jazz latino dos Estados Unidos, país onde viveu por 17 anos e onde foi consagrado na segunda metade da década de 1970.

Celebrado pela maestria e agilidade na arte da improvisação, Raul de Souza pensou de início em ser primordialmente saxofonista. Só que, de família pobre, sem dinheiro para comprar um sax, acabou exercitando a técnica e o dom com um trombone de válvula, instrumento mais adequado ao curto orçamento familiar.

Em 1966, passou a tocar trombone de vara e o resto foi história luminosa no universo da música instrumental do Brasil. História que, a rigor, começara nos anos 1950, ano em que Raul começou a tocar na banda de fábrica de Bangu, bairro da zona oeste carioca onde se criou o músico nascido em Campo Grande, na mesma zona oeste do Rio.

A estreia no mundo do disco foi em 1957, em LP gravado por Raul como integrante da banda apresentada como Turma da Gafieira. O primeiro álbum solo, À vontade mesmo, saiu em 1965, quando Raul já estava devotado ao samba-jazz, após passagem pelo Bossa Rio, grupo liderado pelo pianista fluminense Sergio Mendes.

Como Mendes, Raul de Souza logo entendeu que a melhor saída no Brasil, para músicos adeptos da bossa e do jazz, era o aeroporto. O trombonista partiu para o exterior e, a partir de 1975, já residindo nos Estados Unidos e tendo feito conexões com conterrâneos como o baterista e percussionista Airto Moreira, Raul gravou os álbuns Colors (1975), Sweet Lucy (1977), Don't ask my neighboors (1978) e Til tomorrow comes (1979) – discos cujos títulos em inglês já denotavam o direcionamento da carreira do músico para o mercado externo do jazz latino.

Até ser abatido pelo câncer, Raul de Souza nunca deixou de tocar, fazer shows e gravar discos. O último título da obra fonográfica do artista, Plenitude, foi lançado em maio deste ano de 2021 pela gravadora Pao Records, sucedendo o álbum Curitiba 58 (2019), editado há dois anos.

Por mais que tenha corrido o mundo com a liberdade do jazz, Raul de Souza jamais esqueceu o suingue brasileiro, matéria-prima de obra dominada pelo samba com bossa. O samba com jazz. Samba que ele tocou com o instrumento que inventou, o souzabone, trombone com quatro válvulas, desenvolvido a partir do tradicional de três válvulas.

O que Raul não inventou, mas somente exercitou, foi a musicalidade espantosa e intuitiva que o fez ser consagrado entre os grandes do jazz fora do Brasil. E, por isso mesmo, o clichê é inevitável: Raul de Souza foi mesmo um dos maiores trombonistas do mundo.

 Por Mauro Ferreira

Jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em 'O Globo' e 'Bizz'. Faz um guia para todas as tribos


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Concurso para Cabo Músico no 38º BI. EB. 2020


 Prezados candidatos,


Informamos que no período de 9 a 18 de setembro de 2020 o 38º Batalhão Infantaria estará realizando as inscrições do concurso admissional para CABOS MÚSICOS QM 00-12 (ECHM). Para maiores informações acessem o edital clicando aqui!

ou acessem o site e clique no menu Concursos

domingo, 16 de agosto de 2020

Guantanamera Trombone Quartet Sheet Music



Cuban Music for trombone
Guantanamera - By Icea Augusta Affonso Ramalho & Jose Marti
Trombone Quartet version.
To purchase the sheet music please contact me by e-mail: idalmotrombone@gmail.com or acess https://www.sheetmusicplus.com/title/21846780

domingo, 9 de agosto de 2020

Incompatibilidade de gênios| CantoDaPraya



#desafiocantodapraya #samba #mpb Música - Incompatibilidade de gênios (Aldir Blanc e João Bosco) Violão - João Bosco Bandolim - Hamilton de Holanda Trombone - Idalmo Santos Dedico esta música a todos pais que acompanham meus vídeos e em especial ao meu pai. Feliz dia dos pais.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Senõrita - Trombone quartet version








Music by Shawn Mendes and Camila Cabello Trombone quartet arr: Idalmo Santos Send me an e-mail to ask for the sheet music idalmotrombone@gmail.com


terça-feira, 21 de julho de 2020

TOP 3 métodos de trombone mais estudados

Recentemente perguntei em um grupo de trombonistas, no Facebook, com mais de 6 mil membros, qual método de trombone eles mais estudavam.

12% dos trombonistas responderam que estudam mais o método Peretti
Infelizmente, não temos o método Peretti a venda.

34,5% dos trombonistas disseram que estudam mais o método Rochut e Rochut 2




53,5% dos trombonistas afirmaram que o método que eles mais estudam é o Arban



obs: Os números foram arredondados. Eu particularmente toco mais o Peretti, gosto dos exercícios com escalas dele.

Desde 1936, o método completo Arban's Famous Method For Trombone estabeleceu um padrão de excelência para livros de métodos de vara, válvula e barítono. Os estudos, lições e comentários dentro das mais de 200 páginas deste impressionante livro ensinam ao estudante de trombone entoação, agilidade e musicalidade. Nenhuma biblioteca de música para o aspirante a trombonista está completa sem esta edição de um dos livros de método mais populares já escritos para trombone.

E você? Qual destes você estuda mais? Ou seu método preferido não saiu na lista? Coloca aí nos comentários.

sábado, 18 de julho de 2020

Song for health



Music by Steven Verhelst Trombone quartet: Darlan Martins, Diego Trindade and Idalmo Santos Video in honor of all health professionals who are fighting Corona Virus.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Higiene ao estudar trombone



Cuidados de higiene ao estudar trombone contribuem tanto para a preservação do seu instrumento quanto para a sua saúde. Evita problemas respiratórios e torna sua prática mais segura. Algumas observações importantes: a lavagem completa do instrumento deve ser de acordo com a sua demanda, se você toca mais dentro de casa ou ao ar livre essas diferenças vão influenciar na demanda; a higienização do bocal pode ser feita com produtos próprios para isso como o desinfetante da Yamaha ou você pode usar um álcool isopropílico de fácil aquisição no comércio, porém em falta de ambos uma boa lavagem e o uso da escova do bocal já ajudam. Preferencialmente uso produtos feitos especificamente para a manutenção e limpeza do trombone.

segunda-feira, 6 de julho de 2020



 O "Premiere PRO" é um treinamento super completo e on-line de edição de vídeos profissional utilizando o "Adobe Premiere" sendo o software onde maior parte dos editores profissionais utilizam, tanto por youtubers, emissoras de TV, Info-produtores e cinema!

  Com o crescimento exponencial do mercado dos Info-produtos também surge uma grande necessidade da atuação do áudio-visual nessa área, que tem uma grande demanda por produtos em vídeo, por isso ao concluir o nosso curso você já seja capaz de entrar nesse mercado que oferece grandes possibilidades, podendo trabalhar em grandes empresas ou como freelancer direto de sua casa!


  Aqui, diferente de outros, teremos os módulos bônus de "jornalismo, mercado de trabalho, e ferramentas externas", que irão complementar e muito em sua experiência.

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Se Todos Fossem Iguais a Você



Se todos fossem iguais a vocês o mundo seria mais unido... Se todos fossem iguais a vocês o mundo teria mais sorrisos... Se todos fossem iguais a vocês o mundo teria mais força... Se todos fossem iguais a vocês o mundo teria mais música... A missão foi cumprida. Onde quer que vocês estejam, todos os dias tentamos ser iguais a vocês... 01 de Julho de 2003 - Prof. Paulo Lacerda (Paulão) 01 de Julho de 2010 - Prof. Radegundis Feitosa, Roberto Ângelo Sabino e Adenilton Soares França Eles se foram, mas seus legados e exemplos fazem com que eles continuem vivos entre todos nós!! Viva a música. Viva o Trombone Brasileiro! FELIZ DIA DOS TROMBONISTAS!!! Coral de Trombones e Tubas da UFMG Coordenação/texto - Prof. Dr. Marcos Flávio

segunda-feira, 15 de junho de 2020

El manicero - Cuarteto de trombón


El manicero - Moisés Simons arr. Cuarteto de trombón - Idalmo Santos Rita Montaner fue la primera en interpretar la canción en 1927 (o 1928) para la Columbia Records.​ La versión más vendida de El manisero fue la realizada por Don Azpiazu con su Havana Casino Orchestra en Nueva York en 1930 para RCA Victor. Esta banda incluía músicos estelares como Julio Cueva, Mario Bauza y el cantante Antonio Machín.​ Aunque no se tiene una cifra oficial de ventas de esta grabación de 78 rpm sí se sabe que superó —por primera vez para una canción de origen latino— un millón de copias.​ Las letras estaban basadas en los "pregones" de los vendedores callejeros y el ritmo fue un son, así que, técnicamente era un son-pregón. No obstante, en la etiqueta de los discos era catalogado como rumba. La primera versión en inglés fue la de Gilbert y Sunshine. Otra versión conocida fue la interpretada por la nuera de Azpiazu que cantaba en su banda. El manisero se constituyó nuevamente en éxito en 1947, con la versión big band de Stan Kenton para Capitol Records. Kenton la regrabó en dos ocasiones más con su banda y llegó a interpretarla también con piano solo. Letra: Mani, mani Si te quieres por el pico divertir Comete un cucuruchito de maní Que calentito, y rico esta Ya no se puede pedir mas Ay, caserita no me dejes ir Porque después te vas ha arrepentir Y va a ser muy tarde ya Manisero se va, manisero se va Caserita no te acuestes, a dormir Sin comerte un cucurucho de maní Cuando la calle, sola esta Acera de mi corazón El manisero, entona su pregón Y si la niña escucha su cantar Llama desde su balcón Dame de tu maní, dame de tu maní Que esta noche no voy a poder dormir Sin comerme un cucurucho de maní Me voy, me voy, me voy

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Tara's theme


Arranjo meu de Tara's theme, música tema no filme de 1939 traduzido no Brasil como "E o vento levou" filme clássico e muito aclamado até hoje, a música também ficou conhecida por ter uma versão usada no seriado Chaves como tema dos encontros entre Dona Florinda e o Professor Girafales.

domingo, 7 de junho de 2020

Dobrado Numero 1 Idalmo


Banda da Escola de Música Lira de Santo Antônio em Campos Altos MG, ensaiando o meu primeiro dobrado.

sábado, 30 de maio de 2020

Pilgrim's chorus



Coral de Trombones e Tubas da UFMG Coordenação - Prof. Marcos Flávio Música - Coro dos Pelegrinos by Richard Wagner

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

APRENDIZAGEM DO TROMBONE ALTO

Por: Will Kimball 
Professor de Trombone na Universidade Brigham Young.

Tradução: Idalmo Santos
Mestrando em Música e Cultura pela UFMG


Extraído da minha própria experiência de tocar, pesquisar e por 17 anos de ensino universitário em tempo integral, aqui estão algumas sugestões para aprender o trombone alto.


1) Conceito de som - Desenvolver um bom conceito de som para o trombone alto é importante desde o início.

A) Mais brilhante: Na minha opinião, o som do trombone alto deveria ser mais trompetista do que o som do trombone tenor. O som será mais brilhante - não lute contra ele! Pense na diferença entre trombone alto e trombone tenor como semelhante à diferença entre trompete e trompete piccolo. Na minha experiência, os alunos que têm mais dificuldade em estabelecer seu som no trombone alto são os que lutam mais duro para fazer o som do alto como um tenor de grande porte!

B) Lighter: Passar de tenor para alto requer uma abordagem mais leve, que deve incluir menos articulação, ligeiramente menos ar e um toque geralmente mais leve. Fino, não músculo!

C) Gravações: Ouvir gravações de trombone alto ajudará a estabelecer este novo conceito sonoro. Meu músico favorito é Alain Trudel. Há muitos outros grandes também; praticamente todos os melhores trombonistas de tenor do mundo têm gravado tanto no alto quanto no tenor.

2) Familiaridade Inicial - Quando ensino trombone alto, geralmente recomendo que os alunos tomem alguns dias apenas para se familiarizarem com o instrumento. Algumas sugestões para esta fase inicial:

A) Harmônicos e flexibilidades labiais padrão
B) Escalas lentas
C) Estudos Familiares
D) Melodias de ouvido

3) Leitura - Um dos maiores obstáculos iniciais na aprendizagem do trombone alto é simplesmente aprender a ler música com um novo conjunto de posições. Abaixo estão algumas sugestões para começar:


B) Aproximação de imersão: Algumas pessoas gostam de saltar direto para dentro. Usando seu gráfico de posição e um pouco de tentativa e erro, entre e trabalhe seu solo ou trecho de escolha.

C) Abordagem metódica: Outros que querem uma abordagem mais ampla e metódica podem querer considerar um livro de métodos. Existem vários bons livros, incluindo métodos de Anderson, Harvey, Parow, Slokar e Sluchin. Em termos de apenas aprender a ler, o método Slokar (Método Complete de Trombone Alto) é o mais deliberado. Ele estabelece um programa de duas semanas de exercícios (especificados por dia) projetados para dar a um estudante um conhecimento básico de trabalho das posições no trombone alto. É um pouco entediante, mas eu tive algum sucesso usando-o com os alunos.

D) Experiência: Obviamente, quanto mais você tocar música, melhor você vai conseguir lê-la. Tocar solos, excertos, estudos, duetos, partes de coro de trombone, etc. - tudo o que conseguir arranjar. Vários livros de métodos estão disponíveis que contêm uma boa concentração deste material.

4) Entonação - é um dos maiores desafios em tocar trombone alto. Eu recomendo encarar isso de frente desde o início. Algumas ideias:

A) Escalas lentas com metrônomo: Trabalhe em escalas lentas, de 2 oitavas com um metrônomo. Seu objetivo é obter o ataque inicial de cada nota dentro de uma pequena parcela de perfeito.

B) Duetos: Tocar duetos de alto e tenor com um amigo de tenor com “pés firmes”. Tocar lentamente e realmente se concentrar na afinação. Certifique-se de que você está ajustando para afinar com o tenor, não o contrário. Os livros do método de Benny Sluchin (Material de Estudo para o Trombone Alto) têm alguns duetos; o Livro 1 tem alguns duetos muito básicos, o Livro 2 tem 10 duetos de Mozart, e o Livro 4 consiste exclusivamente em duetos. Eu toco bastante duetos com os alunos quando ensino trombone alto; como mencionei acima, é também uma boa prática de leitura.

C) CD do Colley TuneUp: Stephen Colley tem um conjunto bastante extenso de exercícios de afinação que são ótimos para trabalhar em entonação no trombone alto. Com alguns deles, você afina intervalos contra um drone; com outros, você trabalha na afinação de membros de acordes específicos contra um acorde perfeitamente afinado. Embora eles são um pouco baixos e eles são notados em clave de fá, eles ainda funcionam bem para o trombone alto.

5) Literatura - É provável que você já tenha alguma ideia do que gostaria de aprender no trombone alto. No entanto, caso você não tenha, aqui estão algumas sugestões para começar (estou assumindo que pelo menos uma graduação universitária avançada).

A) Solo: Concerto Albrechtsberger. Tonalidade amigável para trombone alto, grande peça, importante na literatura.

B) Excertos: Schumann Symphony No. 3, Beethoven Symphony No. 5, Mozart Requiem (parte superior). Algumas das principais razões para usar o trombone alto na orquestra!

6) Divirta-se! Desfrute da luz, do som claro, da literatura adicional e da experiência de aprender algo novo!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Resenha - Ensino instrumental enquanto ensino de música.

SWANWICK, Keith. (1994). Ensino instrumental enquanto ensino de música. Trad. de Fausto Borém; rev. de Maria Betânia Parizzi. Cadernos de Estudo: Educação Musical. São Paulo: Atravez, p.7-14.

O texto de Swanwick aborda o ensino de instrumento de um ponto de vista mais pautado na educação musical. O autor descreve aspectos da aula instrumental, que considera importantes, com base na sua experiência como docente, pesquisador e músico, seja trabalho individual ou coletivo, fazendo críticas e sugestões. A proposta do texto é que as aulas de instrumento podem ser mais musicais e que os trabalhos em grupo podem proporcionar um desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas necessárias ao fazer musical.
Para obter uma boa compreensão do texto não são necessários conhecimentos técnicos ou científicos, qualquer músico/professor ou estudante de música, ao ler as primeiras linhas do trabalho, vai identificar os dizeres do autor com características da sua própria experiência. A linguagem usada para tratar do tema é de fácil compreensão para leitores envolvidos no campo da música. Por estas características, Swanwick conseguiu abordar o assunto de forma agradável e interessante, o que torna a leitura suave.
O trabalho é organizado em subtítulos que definem bem cada parte do texto. As partes que compõem o artigo são: Interação em grupo, Leitura rigorosa ou Liberdade de interpretação, O ouvido interno e O quarto dedo na corda lá. Antes de começar estes subtítulos o autor faz uma introdução ao assunto e aborda, sob sua perspectiva, características do ensino individual de instrumento. Ao final, Swanwick propõe 3 regras gerais para o ensino instrumental.
A leitura do texto pode ser especialmente útil para professores de instrumentos musicais de todos os níveis de ensino. Estudantes e pesquisadores de música também podem considerar importantes as informações e conceitos discutidos no trabalho. Swanwick é, sem dúvida um grande influenciador no campo da educação musical e seu texto pode contribuir com trabalhos futuros.
Swanwick é um dos pesquisadores e autores mais influentes no campo da educação musical de nosso tempo. Sua teoria espiral que descreve a aprendizagem da música por etapas, semelhantes ao esquema de desenvolvimento de Piajet, influenciou diversos trabalhos acadêmicos. Talvez sua obra mais importante seja o modelo CLASP (composition, literature, audition, skill e performance), que foi traduzido por estudiosos brasileiros como TECLA (técnica, execução, composição, literatura e audição). Este modelo é baseado na prática, na vivência musical e resume as ideias de educação musical do autor.
O autor se baseia essencialmente em sua própria vivência e em relatos de outros profissionais para construir seu texto intitulado “Ensino instrumental enquanto ensino de música.”. O trabalho mantém o foco e a objetividade do início ao fim. As ideias discutidas são boas fontes a qualquer pesquisa na área da educação musical, sobretudo às que se aventuram na temática do ensino instrumental. Um destaque especial às ideias do autor sobre o ensino coletivo ou prática de grupo instrumental, suas colocações condizem com a realidade desta modalidade de atividade.

Idalmo Jonatan Castro Santos
Acadêmico do curso de pós-graduação em Educação Musical da Universidade Cândido Mendes (UCAM)







quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bocal 5GS da Bach - Minhas impressões

Atualmente estou usando um bocal 5GS  Vicent Bach. No trombone de calibre largo já usei bocais 6 1/2, 4G, 6 1/2 da Houston e até um bocal "caseiro" feito por um ex professor. Ainda é demasiado cedo (mais ou menos 1 mês) para afirmar que finalmente encontrei o meu tamanho ideal de bocal. 


Minha rotina varia de leve, intermediária a pesada. Sou professor do Conservatório de Música de São João Del Rei MG e no dia em que estão concentradas a maioria das minhas aulas de trombone é, consequentemente, o dia em que mais tenho que tocar. Acredito muito na importância de tocar junto ao aluno, principalmente com os iniciantes. Tenho percebido uma melhora significativa no meu desempenho neste dia. Era comum terminar o dia (lá pelas 22:30 da noite) sem conseguir tocar nada direito devido ao cansaço e estrese muscular. Depois do novo bocal, tenho chegado com a embocadura mais resistente no fim do dia.

Mas não é só a resistência que mudou. Notei mais conforto. Um equilíbrio melhor na sonoridade quando comparo meu som nas diferentes regiões (graves, médios e agudos). Essas mudanças tem feito a diferença ao longo da minha semana. Dou aula de trombone, tenho ensaios, gravações, toco com orquestra, toco com big band, trio metal, banda de música, quartetos, duetos etc. O repertório vai do choro ao concerto. Com essa variedade de exigências técnicas e interpretativas estou sentindo que este bocal está me atendendo bem em todas as situações.

As vezes o problema não é o bocal e sim a peça que fica antes dele. Me refiro a embocadura e ao trombonista. Na busca por melhores resultados muitos músicos esquecem de conferir a peça principal do trombone, o trombonista. Você está estudando com regularidade? Já se deu tempo o suficiente para ter bons resultados com o bocal? Você tem boas referências? Um professor te auxilia nos estudos? Recomendo pelo menos 3 meses de bons exercícios, apresentações e rotinas de estudos com o mesmo bocal antes de pensar em trocar. A escolha deve levar em conta o conforto, a sua anatomia, o desempenho em todas as regiões e até a sonoridade que você precisa no seu dia a dia de acordo com os estilos musicais e grupos que você atua.

E aí você me pergunta: Você recomenda esse bocal? E a resposta é: Sim, eu recomendo. Primeiro por que a Bach é muito experiente e muito tradicional na fabricação de bocais, não é atoa que lidera a preferência dos trombonistas brasileiros. Depois por que minha experiência pessoal com esse modelo está sendo muito boa. Tanto em naipe quanto solo o bocal é bom sim. Então para quem se adaptar bem será um bom bocal para se usar.

Obs: Não recebo nada da Bach para fazer tais afirmações

E você amigo? Trocou de bocal recentemente? Pretende trocar? Como está sua experiência com o bocal que você usa atualmente?  

Bateu aquela dúvida sobre qual marca ou modelo de bocal comprar?