terça-feira, 1 de novembro de 2016

Coro Sinfônico da Paraíba e Orquestra Sedec apresentam concerto em João Pessoa

Hallelujah, Moonlight Serenade, New York, New York e Chega de Saudade são algumas das músicas que integram o programa do Concerto Canto Metal, que será apresentado pelo Coro Sinfônico da Paraíba e a Orquestra Sedec nesta quinta-feira (3), às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), em João Pessoa. O concerto terá a participação do Coral Filhos de Asafe e do cantor Sílvio Tchê. A entrada é gratuita.

Foto: Secom/PB
Com regência do maestro Daniel Seixas, o Coro Sinfônico da Paraíba vai abrir o concerto executando a música “Glória – Da Missa em Ré Maior, Op. 86”, de A. Dvorak. Em seguida, os integrantes do Coro vão cantar “Salmo 23 – Do Réquiem Para Um Trombone”, de Eli-Eri Moura; “Lacrimosa – Do Réquiem de Mozart, KV 626”; “Hallelujah – Do Messias”, de Haendel; e “As Bem Aventuranças”, de Alexandre Reichert Filho, com participação do Coral masculino Filhos de Asafe, sob regência do maestro Daniel Berg.

A apresentação do Coro Sinfônico termina com as músicas “Gloria all’ Egitto – Da ópera Aida”, de G. Verdi, e “Majestoso Gonzagão”, de vários autores, com arranjo de Chiquito.

Logo depois, a Orquestra Sedec sobe ao palco. Sob a regência do maestro Chiquito, a apresentação começa com a execução de serenatas: “Moonlight Serenade”, de Glenn Miller/Parish; “Misty”, de Burke Garne; e “Stormy Weather”, de H. Arlen/T. Koehler, todas com arranjo de Chiquito.

Logo após, será a vez da execução de “New York, New York”, de John Kander/Fred Ebb, também com arranjo de Chiquito e participação do cantor Sílvio Tchê, e “Chega de Saudade”, de Tom Jobim/ Vinícius de Moraes, com arranjo do maestro Duda.

A sequência seguinte, intitulada de Dominguineando, é formada por composições de Dominguinhos com arranjo do maestro Chiquito: “Quem me Levará Sou Eu”, de Dominguinhos/Manduca; “Eu me Lembro”, Dominguinhos/Anastácia; “Quando Chega o Verão”, Dominguinhos/Abel Silva; “Sanfona Sentida”, Dominguinhos/ Anastácia; “Sete Meninas”, Dominguinhos; “Isso Aqui Tá Bom Demais”, Dominguinhos/Nando Cordel, e “Pedras que Cantam”, Dominguinhos/Fausto Nilo.

Para finalizar, a Orquestra Sedec e o Coro Sinfônico da Paraíba fazem apresentação conjunta executando as músicas “Paraíba Joia Rara”, de Ton Oliveira, e “Meu Sublime Torrão”, de Genival Macedo, com arranjo e regência do maestro Chiquito.

O maestro Daniel Seixas destaca que neste segundo ano à frente do Coro Sinfônico da Paraíba, tem a honra de trazer ao público paraibano um concerto bem eclético que vai do erudito ao popular.

“Na primeira parte teremos do Hallelujah de G. F. Handel, ao Coro Triunfal da ópera Aida de G. Verdi com a participação especial do coral masculino Filhos de Asafe do maestro Daniel Berg, passando pelo Lacrimosa do Requiem de W. A. Mozart e o Salmo 23 do professor Eli-Eri Moura. Depois do intervalo, a Orquestra Sedec, sob a batuta do Maestro Chiquito, nos brindará com clássicos da música paraibana e internacional. Desde já meu agradecimento a toda a equipe Funesc que muito nos ajudou na preparação e divulgação desta apresentação”, disse o maestro, completando: “Contamos com a presença de todos vocês”.

Coro Sinfônico da Paraíba – Fundado em 1960, é um dos grupos oficiais da Orquestra Sinfônica da Paraíba, formado por coristas da mais larga experiência e das mais variadas idades e profissões, que desenvolvem o gosto pelo canto coral, com o objetivo de proporcionar a todos uma música de qualidade.

Desde então tem atuado junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba e Orquestra Sinfônica Jovem, em diversos concertos, com grande repercussão no meio musical, apresentando importantes obras para coro e orquestra, além de concertos didáticos e populares.

O grupo tem, em seu currículo, inúmeras apresentações em festivais nacionais e internacionais em diversas partes do Brasil e em encontros de coros.

Foto: Secom/PB
Daniel Seixas (regente) – Natural de João Pessoa (PB), o pianista e regente Daniel Seixas dos Santos iniciou seus estudos musicais aos 13 anos com a professora Kátia Gurgel (piano) e deu prosseguimento na Escola de Música Anthenor Navarro (Eman) com Glenda Romero (piano), Sara Martins (canto) e Luiz Carlos Durier (teoria e solfejo).

É bacharel em piano pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde foi aluno nas classes de Vânia Camacho e Luciana Noda (piano), Eli-Eri Moura e Orlando Alves (contraponto), Luceni Caetano (flauta doce) e Heloísa Müller (música de câmara), participando de diversos concertos de música barroca nas igrejas históricas da cidade.

Desde 2009, Daniel Seixas é pianista colaborador da UFPB e vem desenvolvendo uma intensa atividade camerística onde se destaca, por exemplo, a pesquisa e divulgação da música brasileira para canto e piano junto à classe de canto do professor Vianey Santos. Paralelamente, ao longo de toda sua formação musical esteve atuando em coros da cidade, tanto como pianista, como regente, entre eles: o Coro da Primeira Igreja Batista de João Pessoa (pianista acompanhador); Coral da Eman (regente); Coral da Primeira Igreja Congregacional (regente) e o Coral Sinfônico da Paraíba (regente).

Outras participações: Via Sacra, de Ilza Nogueira (solista – 2004); Fantasia Coral, de Beethoven, com a OSPB Jovem (solista – 2006); Te Deum, de Villani-Cortés, com a OSPB Jovem e Coral da Igreja Assembleia de Deus central de Jaguaribe (pianista acompanhador); Barbeiro de Servilha, de G. Rossini (regente preparador do coro – 2010) e a produção da ópera Orfeo e Euridice, de Gluck (regência – 2009).

Foto: Secom/PB
Maestro Chiquito (regente da Orquestra Sedec) – Francisco Fernandes Filho é natural de Santa Luzia (PB). Como ele mesmo explica, nasceu músico, roqueiro, sambista, frevista, forrozeiro… e participou de toda “qualistia” de manifestação cultural nordestina, desde o Coco de Roda de Mané de Bia até a Orquestra Sinfônica, passeando por orquestras de frevos, conjuntos de bailes, grupos de dança, orquestra sanfônica, charangas, ala-ursas, escolas de samba e regionais de forró, entre outros.

Aprendeu as primeiras notas musicais na Banda de Música 23 de Maio, de Santa Luzia, com o seu padrinho, maestro Ernani da Veiga Pessoa e outros professores. Na UFPB, bacharelou-se em trompete (piston), com o professor Gerard Hostein.

Maestro Chiquito, que se intitula radical defensor da cultura nordestina, fundou e participou da fundação de vários grupos na Paraíba, entre eles, Orquestra Matalúrgica Filipéia, Clã Brasil, Orquestra PB-Jazz, Orquestra Sanfônica do Cariri, Orquestra Toque de Vida, Charanga Baraúna e Conjunto Os Gênios.

FONTE: Secom/PB

Crítica: ‘Dobrando a Carioca’ faz estudo da história do samba e de seus participantes

Disco traz encontro de Zé Renato, Jards Macalé, Guinga e Moacyr Luz



RIO — Lançado agora em CD e DVD (Biscoito Fino), o encontro no palco entre Zé Renato, Jards Macalé, Guinga e Moacyr Luz — nascido em 1999 para o belo projeto “Seis e meia”, do Teatro João Caetano, e remontado no ano passado, quando foi gravado no Sesc Ginástico — traz nele muito mais do que as quatro trajetórias. No espetáculo, há a reunião de quatro olhares sobre a música brasileira — e, mais especificamente, sobre o samba. Quatro vozes, quatro violões, quatro repertórios costurando o passado e os presentes do samba.

Os quatro caminhos têm como ponto de intercessão o fato de serem traçados por artistas que — apesar de terem sucessos comerciais marcantes no currículo — sempre se pautaram pela independência. Jards visita a tradição de forma anárquica, Guinga reconstrói essa tradição em catedrais completamente novas, Moacyr carrega o fundo dos quintais suburbanos em harmonias litorâneas, Zé Renato é um cultor da beleza apolínea. Juntos, eles se propõem, sem bandeiras, a pisar no chão comum do samba, conversando a partir de diferenças e semelhanças.

Muitas vozes são puxadas para a roda: Pixinguinha (“Um a zero”, com letra de Nelson Angelo), Padeirinho (“Favela”), Zé Ketti (“Nega Dina”), Jackson do Pandeiro (“Como tem Zé na Paraíba”) e Moreira da Silva (“Acertei no milhar”). Há ainda as canções-tributo de Moacyr e Aldir (“Cachaça, árvore e bandeira”, para Carlos Cachaça, e “Anjo da Velha Guarda”, para os mestres das escolas). A história do samba sendo costurada declarada ou insinuadamente (como samba-choro ancestral e novíssimo “Picotado”, de Guinga).

Guinga, Jards Macalé, Moacyr Luz e Zé Renato retomam projeto de 1999 em novo CD e DVD - Divulgação/ Marluce Martins


Apesar de os quatro serem violonistas, é rara a redundância. Guinga assume o papel de comentar ao instrumento quando um dos outros está à frente (como em “Cidade lagoa”, em “Cachaça, árvore e bandeira” ou no solo em “Vapor barato”, a que Macalé assiste rindo de admiração). Macalé faz solo de trombone com a boca e toca até penico. Zé Renato é o percussionista principal (“o melhor pandeirista do Leblon”, zoa Guinga), além de dar a pureza de sua voz para melodias como “Você, você” e “Anjo da Velha Guarda”. Moacyr é o centro de gravidade, talvez o que melhor consiga transitar entre os quatro universos — os do samba, enfim. Como ele canta: “Folha sagrada onde o morro reescreve/ A história do seu povo/ Mas essa é verdadeira’’.


Cotação: Bom.

domingo, 7 de agosto de 2016

O ensino de música e sua relação com o desempenho escolar


O ensino de música nas escolas brasileiras é o tema deste programa. Hugo Cogo Moreira, que estuda como a música melhora o desempenho acadêmico das crianças com problemas de leitura, e Milton Joeri Fernandes Duarte, que pesquisa o uso da música em aulas de história para facilitar a memorização dos conteúdos, conversam com o jornalista Ederson Granetto sobre como as escolas devem incluir a disciplina de música no currículo. Isso, porque apesar de determinado por Lei, não há uma regulamentação que esclareça cargas horárias nem as idades dos alunos que deveriam estudar música.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

DIVULGAÇÃO: VI semana de educação musical - IA UNESP

É com grande satisfação que convidamos a todos a participarem da VI SEMANA DE EDUCAÇÃO MUSICAL - IA UNESP, que ocorrerá nos dias 08, 09 e 10 de setembro de 2016, no Instituto de Artes de Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"



Endereço:
Rua Dr Bento Teobaldo Ferraz, 271, Barra Funda, São Paulo / SP - CEP: 01140-070
Próximo ao Terminal Rodoviário e Metroviário Barra Funda

Informamos que a data para Submissão de Trabalhos foi prorrogada até 10/08!!!

O evento terá Anais com ISBN, de maneira que, os autores que tiverem trabalhos aprovados, deverão encaminhar após receberem notificação relativa à aprovação, o texto do Pôster em formato de Resumo Expandido. Junto ao e-mail referente à aprovação será enviado um modelo para elaboração do Resumo Expandido, bem como a data para entrega da versão final.

As orientações podem ser encontradas no blog:
http://visemedmusical.blogspot.com.br/p/submissao-de-trabalhos.html

Os interessados em participar da seção de lançamentos, favor contatar visemedmusical@gmail.com

DIVULGAÇÃO: I Encontro de Educação Musical do Vale do São Francisco

Gostaria de convida-los para o I Encontro de Educação Musical do Vale do São Francisco que acontecerá na cidade de Petrolina-PE, nos dias 04 e 05/08. O Tema do evento é Formação e Pesquisa em Educação Musical: Caminhos e Perspectivas.
Período para envio de trabalhos: 01/06/2016 a 03/07/2016.

Inscrições para o evento até 31/07.



EIXOS TEMÁTICOS: 
GT 1: Conteúdo e didática nos diferentes espaços de educação musical.
GT 2: Ensino e aprendizagem da música nas escolas de ensino básico.
GT 3: Educação musical mediada pelas tecnologias.
GT 4: Educação musical e inclusão (necessidades específicas e sociais).

Para outras informações acessar o endereço do evento:
encontrodeeducacaomusicalvsf.blogspot.com.br

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DIVULGAÇÃO: Inscrições para o processo seletivo para os Cursos de Música da ELM - 2º semestre 2016

A ELM - Escola Livre de Música da Unicamp, órgão de ação educativa, desenvolvido pelo CIDDIC - Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural COCEN/UNICAMP, informa que estão abertas as inscrições para o processo seletivo para os Cursos de Música da ELM, no mês de Julho/Agosto do ano de 2016, para as turmas do semestre referido.
Inscrição on-line 25 de Julho a 02 Agosto.



Realize sua inscrição e leia o edital completo através do site da ELM no endereço abaixo:


De Chiquinha Gonzaga ao funk, música brasileira vai ditar ritmo da Cerimônia de boas-vindas da Vila Olímpica

Uma trilha sonora com diversas músicas brasileiras chamou a atenção de todos que passavam pela área de convivência da Vila Olímpica do Rio-2016 na manhã desta quinta-feira. O som alto era fruto do último ensaio da Cerimônia de boas-vindas do local, que será apresentada a todas as delegações a partir de amanhã. Serão várias sessões diárias, até o dia 4, véspera da abertura oficial dos Jogos.
Vestidos com roupas coloridas, três grupos de cerca de 30 bailarinos cada vão se revezar durante as apresentações. Na lista, vários estilos: da música indígena ao fumo carioca.



- Na abertura há uma música original que foi feita após uma pesquisa sobre os instrumentos indígenas e a influência deles na música brasileira até os dias de hoje - disse o músico Gabriel Muzak, responsável pela trilha da cerimônia.

Após a abertura, uma sequência de músicas toma conta do cenário. Até o final da apresentação, os atletas vão ouvir canções de Chiquinha Gonzaga, Carmen Miranda, Luiz Gonzaga, Villa Lobos, Cartola, Nação Zumbi, Tim Maia, entre outros.

- Vamos apresentar a musicalidade brasileira a todas as delegações - completa Gabriel.


Bares querem nova lei para oferecer música ao vivo em BH

Exigências atuais são as mesmas para esses estabelecimentos e para boates; ideia é ter regra intermediária

ANA PAULA PEDROSA
RAFAELA MANSUR

Ação. Desde o último dia 20, oito fiscais da Regional Nordeste fazem operação para cumprimento da Lei do Silêncio na rua Alberto Cintra

Os empresários de bares e de restaurantes querem modificar a lei que estabelece regras para música ao vivo ou som mecânico em Belo Horizonte. Considerada inviável pelo setor, a legislação atual faz as mesmas exigências de uma casa de shows ou boate a um bar que tenha um cantor com violão. 

“Buscamos um licenciamento diferenciado porque, para os bares, a música não é atividade-fim, é complementar”, explicou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues. Ele disse que mesmo não sendo atividade-fim, para alguns estabelecimentos, a música é “questão de sobrevivência”. As conversas da entidade com o Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) estão em fase inicial, e não foram definidas quais seriam as exigências desse licenciamento intermediário.

Hoje, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), para obter o Alvará de Localização e Funcionamento (ALF) com música, o estabelecimento precisa atender uma série de exigências, como fazer um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), tratamento acústico, apresentar laudo técnico do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico, entre outros.

Conforme um engenheiro ambiental, que não quis ser identificado, somente a elaboração do EIV custa entre R$ 9.000 e R$ 12 mil. Ele afirmou que o levantamento é exigido, geralmente, em espaços com mais de 360 m². “É um estudo bastante complexo, que envolve profissionais de diversas áreas, como arquiteto, engenheiro civil e engenheiro ambiental, com o objetivo de identificar todos os impactos do empreendimento, como no trânsito e nos ruídos”. Segundo ele, o estudo demanda cerca de 60 dias para ser elaborado, mas o processo para obter o alvará costuma demorar quase um ano.


Polêmica. Na última semana, donos e gestores de bares de Belo Horizonte reclamaram que perderam seus alvarás para música em razão de uma mudança na legislação. No Santo Boteco, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul, as apresentações que aconteciam às quintas-feiras e aos sábados foram suspensas. A gerente do local, Aline Soares, informou que a renovação era periódica, mas, na última tentativa, o pedido foi negado. Ela disse que precisaria investir R$ 80 mil para ter o ALF.


O Redentor, no bairro Funcionários, na mesma região, tem música às segundas-feiras e também não conseguiu renovar o alvará. O gerente Eduardo Verônica ponderou que a licença era renovada mensalmente há mais de um ano.

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos negou que tenha havido mudança na lei e informou que existe apenas o ALF ou alvarás para eventos esporádicos, com data e hora determinadas. A questão, segundo a pasta, é que alguns locais usavam essas autorizações específicas para justificar as constantes apresentações, e eles não têm todas as exigências para obtenção do ALF.

O presidente da Abrasel reconheceu essa prática em alguns locais. “Existe alvará para evento específico, e muitos usam o mesmo documento (alvará) depois do evento”, disse Rodrigues.

“Para os bares, a música não
é atividade-fim, é complementar. As exigências têm que ser diferentes das feitas a uma casa de shows.”


Ricardo Rodrigues
Presidente da Abrasel


Lei do Silêncio 

Ruídos. 
Entre 7h01 e 19h, o limite de ruídos é de 70 decibéis; de 19h01 a 22h, 60 dB; de 22h01 a 23h59, 50 dB, e de 0h a 7h, de 45 dB.


Limite. 

Após as 23h, a execução de música mecânica ou ao vivo é proibida no ambiente externo dos estabelecimentos.


Exigência.

Locais que executem música ao vivo ou mecânica devem ter isolamento acústico que não permita a propagação de ruídos acima do permitido.


Penalidades. 

Os infratores estão sujeitos a advertência, multa (de R$ 80 a R$ 10 mil), interdição da atividade e cassação de alvará de funcionamento ou de licença. Em BH, na ausência de alvará, a multa mínima é de R$ 371,92 e, no caso de atividade em desacordo com o alvará, de até R$ 4.463,01.


Denúncias. 

Podem ser feitas pelo telefone 156, no BH Resolve, no centro da capital ou no portal da PBH (www.pbh.gov.br).

Lei do Silêncio pode ser alterada
A música nos bares obedece aos limites impostos pela Lei do Silêncio, que pode ser alterada em Belo Horizonte. Desde 2013, tramita na Câmara um projeto que pretende aumentar o nível de ruídos permitido na cidade, o que seria bem recebido pelo setor.

O presidente da Abrasel-MG, Ricardo Rodrigues, disse que a legislação é antiga e que o ruído normal de uma avenida de Belo Horizonte já supera o previsto pela lei. Um bar, porém, pode ser multado se produzir o mesmo barulho. O projeto será tema de audiência pública na semana que vem. (APP e RM)

BAIRRO UNIÃO

Rua Alberto Cintra é alvo de fiscais
Em uma semana, cerca de 50 notificações e autos de infração e de interdição da atividade de música foram emitidos contra bares da Rua Alberto Cintra, no bairro União, na região Nordeste de Belo Horizonte. Em fiscalização iniciada no último dia 20, foram constatadas irregularidades em 19 estabelecimentos.
A fiscalização foi iniciada com o objetivo de atender as reclamações referentes à poluição sonora, que alcançaram 116 neste ano. No total, oito fiscais participam da ação, vistoriando os estabelecimentos e conferindo a documentação. São utilizados aparelhos medidores de decibéis, que verificam se os níveis de pressão sonora estão em conformidade com a Lei do Silêncio.

Segundo a Regional Nordeste, nenhum bar da rua tem alvará para execução de música. Dessa forma, os estabelecimentos podem reproduzir apenas música ambiente, dentro dos limites da legislação. Os valores das penalidades não foram informados.


Debate. 

Quem mora na rua reclama de música alta noite adentro. “Não queremos fechar nenhum bar, mas precisamos dormir. A situação está insustentável, com música até 1h da madrugada, de terça a domingo”, disse uma moradora da rua, que não quis ser identificada. O empresário do ramo hoteleiro Pablo Ramos, 39, reclamou que já perdeu vários hóspedes por causa do barulho. “Investimos cerca de R$ 700 mil no isolamento acústico dos quartos, mas não foi suficiente, e os hóspedes não conseguem dormir”.

Para discutir soluções, cerca de 20 donos de bares se reuniram nessa quarta-feira (27) com a Abrasel. “Estamos estudando medidas para solucionar a situação. Os empresários estão preocupados em melhorar o relacionamento com a vizinhança e com os clientes”, disse o diretor executivo da Abrasel, Lucas Pêgo. (APP/RM)